Como liderar diferentes gerações na era da IA?

Enquanto muitas empresas ainda discutem modelo híbrido, produtividade e retenção de talentos, uma mudança maior já está acontecendo dentro das equipes: diferentes gerações convivendo ao mesmo tempo no mercado de trabalho, com formas completamente diferentes de enxergar carreira, liderança, consumo e tecnologia.

E junto disso, a inteligência artificial começou a acelerar mudanças que já não permitem que as empresas operem da mesma forma de antes.

Esse foi um dos temas da conversa no Rank+ Líderes, quadro da Rank Consultoria que recebe executivos e lideranças para discutir os desafios reais do mercado.

Neste episódio, Frank Honjo conversou com Rodrigo Maingue, CEO da Nestlé Purina Brasil, sobre liderança, comportamento, inteligência artificial e o impacto dessas mudanças dentro das empresas.

Ao longo do bate-papo, Rodrigo compartilhou sua visão sobre adaptação, gestão de pessoas, comportamento de mercado e os desafios das lideranças em um cenário cada vez mais acelerado.

O mercado mudou e muita liderança ainda não

Hoje, líderes precisam lidar com mudanças constantes, decisões mais rápidas e equipes muito mais diversas do que antes.

O comportamento das pessoas mudou.
A velocidade do mercado mudou.
A forma de consumir mudou.

Mas muitas empresas continuam tentando operar da mesma maneira de anos atrás.

Durante a conversa, Rodrigo comentou como a adaptação se tornou uma das competências mais importantes para líderes que desejam continuar relevantes em um cenário de transformação constante.

E isso não envolve apenas tecnologia.

Envolve comportamento, comunicação, capacidade de leitura de cenário e principalmente abertura para escutar pessoas com visões diferentes.

O desafio de liderar diferentes gerações

Um dos assuntos centrais da conversa foi justamente a convivência entre diferentes gerações dentro das empresas.

Hoje é comum encontrar equipes com profissionais que possuem referências, prioridades e expectativas completamente diferentes entre si.

Enquanto gerações mais jovens valorizam velocidade, troca, propósito e participação, profissionais mais experientes carregam repertório, visão estratégica e maturidade construída ao longo da carreira.

O problema começa quando a liderança tenta tratar todo mundo da mesma forma.

Durante muitos anos, empresas cresceram em estruturas mais rígidas, onde o líder centralizava decisões e o time apenas executava.

Mas esse modelo perdeu força.

As pessoas querem mais espaço, mais diálogo e mais proximidade com a liderança.

Durante a conversa, Rodrigo comentou:

“Se eu gerar essa barreira, eu perco a oportunidade de escutar coisas valiosas.”

E talvez esse seja um dos maiores desafios das empresas hoje: criar ambientes onde diferentes gerações consigam colaborar sem transformar diferenças em conflito.

IA acelera processos, mas não resolve liderança ruim

Outro tema importante do encontro foi o impacto da inteligência artificial no ambiente corporativo.

Rodrigo comentou sobre iniciativas internas da Nestlé relacionadas ao uso de ferramentas como o Copilot, mostrando como a IA já faz parte da rotina das empresas e tende a transformar produtividade, processos e tomada de decisão.

Mas ao mesmo tempo, ele reforçou um ponto importante: tecnologia não substitui liderança.

IA ajuda a acelerar tarefas.
Ajuda a organizar informações.
Ajuda a ganhar velocidade.

Mas não resolve problemas de comunicação, cultura ou falta de direção dentro das equipes.

Na prática, muitas empresas estão criando times cada vez mais rápidos operando sob lideranças que continuam lentas para mudar.

O consumidor mudou e isso impacta as empresas

A conversa também passou pelas mudanças no comportamento de consumo, principalmente entre os públicos mais jovens.

Plataformas como TikTok, Shopee e iFood mudaram completamente a forma como as pessoas pesquisam, compram e se relacionam com marcas.

Segundo Rodrigo, empresas que não acompanham essas mudanças começam a perder conexão com o mercado sem perceber.

Durante a conversa, ele destacou:

“Se eu não estou conectado com a juventude agora, eu perco a noção de espaço e tempo.”

E isso vai muito além do marketing.

Impacta vendas, cultura, posicionamento e a própria capacidade da empresa continuar relevante nos próximos anos.

O que fica dessa conversa

A conversa com Rodrigo Maingue deixou uma reflexão importante: experiência continua sendo importante, mas adaptação virou necessidade.

Hoje, liderar exige escuta, leitura de cenário, capacidade de conexão e abertura para evoluir junto com o mercado.

Porque tecnologia muda.
O comportamento muda.
O mercado muda.

E liderança que não acompanha isso começa a ficar para trás.

Assista ao episódio completo do Rank+ Líderes

O episódio completo com Rodrigo Maingue já está disponível no canal da Rank Consultoria no YouTube e também no Spotify da Rank Consultoria.

Acompanhe os próximos episódios para mais conversas sobre liderança, mercado, gestão e os desafios reais das empresas hoje.

 

Últimas novidades

Acompanhe e Rank-se

WhatsApp

Olá, gostaria de um atendimento personalizado?

Queremos conhecer a sua empresa e trazer as melhores soluções estratégicas para vender mais e melhor!

O site utiliza cookies e outras tecnologias para melhorar a sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com a utilização dessas tecnologias, como também, concorda com os termos da nossa política de privacidade.